E é desta forma doce que me despeço das minhas mutilações e criações mórbidas , que me provocam uma doce e leve melancolia.
Deixei-me levar pela suave fragrância das flores, absorvi-me pelo sabor do mel que me transportou para uma maléfica Gula.
Observei-me atentamente na água espelhada do rio, revi obsessivamente as minhas imperfeições, fascinei-me pelas minhas perfeições que me deram o lugar de estrela.
As minhas duas faces absorvidas por ti. Sorriso de ouro, amo-te preocupadamente, nunca me dei ao trabalho de amar é isso que forma o preocupadamente que está sempre presente.
Assemelha-se a uma sirene que não pára de tocar e que está sempre a mudar de cor.
Utopia impossível , angustiante. Caracterizada por uma incerteza constante.
domingo, 18 de maio de 2008
sábado, 1 de março de 2008
A busca do prazer carnal
Estava a dormir profundamente quando o telefone toca.Do outro lado era uma voz feminina que queria que o meu pai fosse á farmácia porque a máquina dos preservativos tinha avariado e a senhora estava desesperada.
infelizmente não tive possibilidade de satisfazer o pedido,porque o meu pai não estava em casa.
Confesso que tive medo de ser atingida pelo desejo daquela mulher.Por outro lado tive pena de ter estragado a noite á Moça ou ter sido a causa de ela ter perdido uns trocos mas nada podia fazer.
Veio-me á memória de quando eu achava que a máquina dos Control era o correio azul.
Sem dúvida que foi o pedido de auxilío mais estranho que até hoje recebi.
infelizmente não tive possibilidade de satisfazer o pedido,porque o meu pai não estava em casa.
Confesso que tive medo de ser atingida pelo desejo daquela mulher.Por outro lado tive pena de ter estragado a noite á Moça ou ter sido a causa de ela ter perdido uns trocos mas nada podia fazer.
Veio-me á memória de quando eu achava que a máquina dos Control era o correio azul.
Sem dúvida que foi o pedido de auxilío mais estranho que até hoje recebi.
domingo, 17 de fevereiro de 2008
Deixa Morrer
Acordei,lavei os dentes com lama,lavei a cara numa poça de água.Pronto tomei um banho de lama.
Quando saí da minha mansão assustei o coitado do Ambrósio,que até desmaiou. Continuei a andar,hoje queria assustar tudo e todos,porque também me assustava comigo mesma.
O meu cabelo eram folhas de árvores,para esconder os seios utilizei folhas de couve,como cuecas ultilizei dois pacotes de farinha e alfinetes.
Esqueci o meu corpo,fui para a praia,deitei-me na areia enquanto me espezinhavam.
Deixa morrer....
Sem dar conta fui parar a este local que como sempre tirei uma foto.
Encontrei uma Estrela que dias mais tarde me mandou um mail para eu ir ao seu aniversário.
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
O desejado beijo
Encontrei-te passado tanto tempo....Queria beijar-te nos lábios mas, um sr. pombo teve a delicadeza de fazer cócó na minha cabeça.
Sem dúvida que foi uma situação embaraçosa.Afinal quem é que eu estava a tentar beijar?Eu pensava que estava a beijar um rapaz.Eu tinha a certeza que era um rapaz mas era um poste de electricidade.
Quando as pessoas me viram a tirar a camisola e abraçada ao poste,chamaram logo a ambulância do Júlio de Matos.
E lá fui eu....
Sem dúvida que foi uma situação embaraçosa.Afinal quem é que eu estava a tentar beijar?Eu pensava que estava a beijar um rapaz.Eu tinha a certeza que era um rapaz mas era um poste de electricidade.
Quando as pessoas me viram a tirar a camisola e abraçada ao poste,chamaram logo a ambulância do Júlio de Matos.
E lá fui eu....
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008
Ela...
Mais uma vez fui abordada na rua por um grupo de jovens,que me desejavam.
Piropos e mais piropos têm sido uma constante na minha vida.O pior de todos foi sem dúvida o tradicinal"comia-te toda".
Fez-me lembrar aquela campanha publicitária em que eu dei a cara. Remetia para o facto de desperdiçar-mos alimentos.O meu papel era de sem abrigo em que via uma anorética a deitar uma sandes para o lixo e eu dizia"comia-te toda".
Naquele momento senti-me como uma sandes que tinham colocado no lixo.Por instantes imaginei o percurso da sandes no caixote do lixo.
De volta ao planeta Terra olho para a capa de uma revista na qual está o meu rosto.Sorri,senti-me feliz por ter a profissão que sempre desejava.
O senhor do quiosque reconhece-me e diz:"Bela expressão a do seu rosto".
Senti-me lisonjeada,para mim aquilo era um verdeiro piropo.Quando dei por ela o senhor tinha-me tirado o casaco.
Estava perdida naquela cidade que me era tão querida.Encontrei um WC,escondi-me lá dentro,quando dei por ela não tinha cuecas,tinham caído para a sanita.
Recordei-me de quando era criança estar com dores de estomâgo e debruçar-me sobre a sanita para vomitar e caírem os óculos lá para dentro.
Cuecas para que te quero?pensei eu.Saí do wc e enfiei-me dentro de um balde de gelado.
E saborei o momento...
P.S:Monólgo da personagem Maria Paiva
Piropos e mais piropos têm sido uma constante na minha vida.O pior de todos foi sem dúvida o tradicinal"comia-te toda".
Fez-me lembrar aquela campanha publicitária em que eu dei a cara. Remetia para o facto de desperdiçar-mos alimentos.O meu papel era de sem abrigo em que via uma anorética a deitar uma sandes para o lixo e eu dizia"comia-te toda".
Naquele momento senti-me como uma sandes que tinham colocado no lixo.Por instantes imaginei o percurso da sandes no caixote do lixo.
De volta ao planeta Terra olho para a capa de uma revista na qual está o meu rosto.Sorri,senti-me feliz por ter a profissão que sempre desejava.
O senhor do quiosque reconhece-me e diz:"Bela expressão a do seu rosto".
Senti-me lisonjeada,para mim aquilo era um verdeiro piropo.Quando dei por ela o senhor tinha-me tirado o casaco.
Estava perdida naquela cidade que me era tão querida.Encontrei um WC,escondi-me lá dentro,quando dei por ela não tinha cuecas,tinham caído para a sanita.
Recordei-me de quando era criança estar com dores de estomâgo e debruçar-me sobre a sanita para vomitar e caírem os óculos lá para dentro.
Cuecas para que te quero?pensei eu.Saí do wc e enfiei-me dentro de um balde de gelado.
E saborei o momento...
P.S:Monólgo da personagem Maria Paiva
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
Simplesmente bacorinho
Hoje, quando acordei deparei-me com uma situação no mínimo constrangedora, que me fez ficar com os olhos em bico,até vi estrelas.Quando vi um bacorinho em cima do meu gloss.
Achei no minimo estranho e comecei a pensar o que ele estava a fazer montado no gloss.Depois de muito pensar ,falei com ele a disse-lhe que o gloss não era nenhum cavalo nem uma boneca insuflável e perguntei-lhe se ele desejava algo.
O bacorinho nem uma nem duas,continuava calado.Estava na hora de eu ir apanhar o autocarro e como sempre pus gloss e reparei que o bacorinho estava lá colado.
De volta a casa,tentei falar com ele.Ele calado que nem um rato,bem tive de ir perguntar á minha mãe se ela sabia porque é que o bacorinho estava em cima do gloss.
Ela respondeu:-Isso não é nenhum gloss é um verniz e eu vou pintar as unhas ao bacorinho,por isso é que eu o colei na tampa.
Esta mulher está louca pensei eu.
Deduzi que o bacorinho fosse Travesti,tentei dialogar novamente com ele mas não fui atendida.
Bem, para poder recordar o triste momento eu tirei uma foto.
terça-feira, 5 de fevereiro de 2008
Sorriso&Expressões
Cheguei e sorri como todos os dias...observei os tipos de "sorrisinhos" e de expressões como todos os dias,mas aquelas expressões perderam o seu brilho á uma semana quando eu comecei a perceber que o homem meditabundo da bicicleta sorria para mim todas as mãnhas.
Quando não era um sorriso era uma expressão facial que fazia sorrir qualquer um.
Eu respondia-lhe deitando a língua de fora.
A minha resposta era única e todos me condenavam por ser eu...afinal de contas estive presa por roubar um pacote de bolachas e por matar um homem á dedada.Infelizmente ninguém sorria para mim era eu que sorria para todos e todos me respondiam com "bocas" do género;"vai para o supermercado roubar bolachas","abre os olhos ó..".Eu dizia que nao queria ter nenhum clube de fãs,sim porque eram sempre os mesmos que me mandavam "bocas".Era a D. Jusefina a D.Filomena Piparote e a D. Celestina Onofre a minha cabelereira na prisão que me rapou o cabelo enquanto eu estava limpar as unhas com a minha navalha que tinha acabo de ser utilizada para cortar uma maçã.
Acabei por entrar no café e sentar-me...
Adormeci...
Quando não era um sorriso era uma expressão facial que fazia sorrir qualquer um.
Eu respondia-lhe deitando a língua de fora.
A minha resposta era única e todos me condenavam por ser eu...afinal de contas estive presa por roubar um pacote de bolachas e por matar um homem á dedada.Infelizmente ninguém sorria para mim era eu que sorria para todos e todos me respondiam com "bocas" do género;"vai para o supermercado roubar bolachas","abre os olhos ó..".Eu dizia que nao queria ter nenhum clube de fãs,sim porque eram sempre os mesmos que me mandavam "bocas".Era a D. Jusefina a D.Filomena Piparote e a D. Celestina Onofre a minha cabelereira na prisão que me rapou o cabelo enquanto eu estava limpar as unhas com a minha navalha que tinha acabo de ser utilizada para cortar uma maçã.
Acabei por entrar no café e sentar-me...
Adormeci...
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